quinta-feira, 31 de maio de 2018


Palavras Geradoras
Para alfabetizar adultos e crianças é importante  trabalhar com a bagagem cultural que os alunos  trazem de seu contexto social, não adianta desenvolver práticas pedagógicas baseadas em repetição de palavras desconectadas com a realidade deles. Isso acaba gerando um desinteresse dos alunos.
Paulo Freire, buscou  formas de educar de modo a promover uma escolarização cumpridora de seu papel social, utilizando temas geradores como uma proposta de ensino. O maior  desafio do professor é a construção junto aos alunos de práticas que proporcionem  uma visão mais crítica da sociedade em que vivem e esta era a proposta de Paulo Freire. Essa postura fica mais clara nas palavras de Freire Freire (1999, p. 102):
Não seria, porém, com essa educação desvinculada da vida, centrada na palavra, em que é altamente rica, mas na palavra ‘milagrosamente’ esvaziada da realidade que deveria apresentar, pobre de atividades com que o educando ganhe a experiência do fazer, que desenvolveríamos no brasileiro a criticidade de sua consciência indispensável à nossa democratização.

As palavras geradoras são retiradas do contexto em que estão inseridos os alunos, proporcionando um ensino mais significativo, abrangendo  as discussões em sala de aula, incitando a curiosidade, a investigação e consequentemente gerando o conhecimento.



Fontes:
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999. 
Imagem - https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Paulo_Freire

segunda-feira, 28 de maio de 2018


Planejamento

Planejar significa estabelecer prioridades necessárias quando temos um propósito, já definido, a realizar. Professores ao planejar devem identificar os objetivos gerais, que serão atingidos a longo prazo e objetivos mais específicos que que serão realizados a curto prazo, com ações que serão executadas junto com a turma, observando as características da turma.
Para que o planejamento seja eficiente, o professor deve conhecer seus alunos, é preciso conhecer o contexto social em que os alunos estão inseridos, sua cultura, sua condição financeira, sua bagagem cultural, só assim um planejamento será eficiente e conseguirá sair do papel e se tornar uma ação prática.
A relação entre professor-aluno precisa ser bem definida, onde o professor atua como mediador entre o aluno e os conteúdos. A relação humana deve ser respeitosa, saudável, amigável, cordial e clara entre ambos, desviando do autoritarismo, para assumir um caráter de autoridade competente (LIBÂNEO,1994).



Referência
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.


domingo, 27 de maio de 2018


A importância do Brincar

No dia 21 de maio tivemos uma palestra com a Professora Tânia Ramos Fortuna (Possui Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1985), Especialização em Jean Piaget (1986), Mestrado em Educação - área de concentração Psicologia da Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990) e Doutorado em Educação (2011) pela mesma Universidade ), onde ela evidenciou a importância do brincar.
Segundo Tânia, é importante o brincar quando as crianças são sujeitos da brincadeira e não apenas expectadores. É fundamental que a brincadeira provoque a ação e interação da criança. Ela nos fala que os brinquedos educativos são importantes, mas é preciso abrir espaço para as crianças brincarem sem comprometimento de estar sendo um brincar educativo/pedagógico (referindo-se a jogos educativos). O brincar por brincar.
Ela nos fala que muitas vezes quando prolongamos a brincadeira em sala de aula, parece que nossa consciência pesa, pensando, eu poderia estar adiantando conteúdos e estou deixando os alunos brincar. Porém, inúmeros autores destacam que o brincar de forma livre, especialmente para a criança pequena, proporciona interações com seus pares, adultos e objetos de forma prazerosa e enriquecedora, proporcionando-lhe diferentes possibilidades de aprender e desenvolver-se. Ou seja, o brincar desenvolve diversas habilidades como a inteligência, simbolismo, imaginação, emoção, criatividade.
As crianças ao brincar em sala de aula estão desenvolvendo a socialização, formação de linguagem, linguagem corporal que tem papel importante no desenvolvimento linguístico.
Com a palestra a Professora Tânia reforçou o que nós professoras dos anos inicias já sabemos, o brincar é um aliado para a construção do conhecimento e da linguagem.
Para Vygotsky (1991), por exemplo, o ato de brincar e o próprio brinquedo surgem no desenvolvimento infantil para satisfazer certas necessidades e de acordo com a maturação das crianças. Enquanto brincam, a tensão entre o que ela quer realizar e aquilo que consegue fazer, de acordo com as suas capacidades, é resolvida na ação de brincar. Segundo o mesmo autor, “[...] a criança em idade pré-escolar envolve-se num mundo ilusório e imaginário onde os desejos não realizáveis podem ser realizados, e esse mundo é o que chamamos de brinquedo” (1991, p. 106).





Referências
VYGOTSKY, Lev S. O papel do brinquedo no desenvolvimento. In: ______. A formação social da mente. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. p. 105 -118.

terça-feira, 22 de maio de 2018


Pedagogia de Projetos

Na interdisciplina de didática estamos estudando Pedagogia de Projetos que pode ser definida como um método no qual a turma trabalha em atividades com propósitos definidos. No trabalho com projetos o próprio aluno constrói o conhecimento. O professor apenas propõe situações de ensino baseadas nas descobertas espontâneas e significativas dos alunos.
O ensino por projetos se dá numa construção significativa em diversos aspectos, não só o cognitivo. No projeto trabalhamos com diversas áreas interligadas, a construção do conhecimento ocorre através das descobertas espontâneas dos alunos, o professor fica como mediador, o aluno participa, aprende, descobre.
Quando trabalhamos por projetos descobrimos que cada grupo é único, isto é, possui características próprias, um mesmo projeto pode ser aplicado em diversas turmas com mesma faixa etária, o resultado vai ser diferente em cada turma. Seus participantes têm ritmos e estilos diferentes. Portanto, o trabalho de um grupo não deve ser comparado com o de outro, cada turma vai desenvolver suas potencialidades. A resolução do problema proposto pelo projeto de trabalho, se dará em função das experiências e expectativas dos componentes de cada grupo, levando em consideração a bagagem cultural de cada grupo, o meio em que vivem e interesses da turma. O projeto de trabalho deve se desenvolver apoiado na realidade de cada grupo. 

Referências

HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho. 5 ed. Porto Alegre: Artmed,1998.

domingo, 6 de maio de 2018


Escolas Democráticas

As escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha chamada de Pedagogia Libertária que se caracteriza pelo estudo de questão pedagógica diante de uma perspectiva baseada na liberdade e igualdade, eliminando as relações autoritárias presentes no modelo educacional tradicional
Segundo Luckesi (1994) a pedagogia libertária espera que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionário. Os ambientes de ensino colocam os alunos como os atores centrais do processo educacional, ao engajar estudantes em cada aspecto das operações da escola, incluindo aprendizagem, ensino e liderança, lá fazem parte do processo, sendo que participam de decisões que são importantes para a escola e para sua vida como estudante. Os adultos participam do processo educacional facilitando as atividades de acordo com os interesses dos estudantes. Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de escolher o que querem fazer com seu tempo. Nas escolas democráitcas os alunos são livres para administrar seu tempo de estudo, e definir as atividades que querem realizar. Dessa desenvolvem a  iniciativa. Os estudantes dessas escolas são responsáveis e têm o poder de dirigir seus estudos desde muito novos.
Um dos objetivos da instituição é fazer com que a criança se sinta capaz, sinta que alcançou seus objetivos e assim passe a acreditar em si mesma.
Aqui no Brasil temos duas escolas que funcionam neste modelo. Precisaria mais estudo sobre estas escolas para verificar se seguem a risca estes modelos, ou fizerem uma adaptação para o Brasil.
Estudando as  escolas democráticas, podemos perceber que é um sonho, ter alunos focados, procurando estudar o que lhes interessa, ajudando e mantendo a escola em ordem, sugerindo melhorias e participando na hora de tomar as decisões.

Porém, diante de nossa realidade, pensando na realidade das escolas estaduais, vejo que isso é uma caminhadas muito longa.  Não consigo idealizar este modelos em nossas escolas. A educação está sucateada, professores mal pagos, que perderam o brilho no olhar. Trabalho na SEDUC, atendo a professores diariamente e posso perceber que são poucos que ainda acreditam que a educação pode mudar. Nós, com certeza acreditamos, por isso estamos nos especializando e tentando fazer a diferença.

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Referências
 FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

LUCKESI, Cipriano Carlos. A avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 2002

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação – São Paulo: Ed. Cortez, 1994. Projeto Político-Pedagógico da EMEF Amorim Lima. Disponível em: http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php Projeto Pedagógico da Escola da Ponte. Disponível em: http://www.escoladaponte.com.pt/documen/projecto.pdf ROSA, S.S. Construtivismo e mudança. 8 ed. São Paulo, Cortez editora: 2002
http://bibliocomics.blogspot.com.br/2010/10/hoje-no-dia-das-criancas-uma-tirinha.html


sexta-feira, 4 de maio de 2018


Linguagem Oral
Após assistir os vídeos e somando com o estudo dos textos até o momento, na interdisciplina de Linguagem e Educação, podemos perceber que a linguagem oral se forma bem cedo. O choro dos bebes bem pequenos é uma forma de comunicação, é através do choro que eles manifestam sua insatisfação com alguma coisa, ou incômodo. Os bebês prestam muita atenção nas conversas dos adultos, isso já é a formação da linguagem oral. A repetição de palavras ajuda na construção da linguagem.
Segundo Piaget, a conquista da primeira fase do desenvolvimento é   incorporada num sistema maior, reconstruindo as novas descobertas. Aceita que os fatores internos preponderam sobre os externos. Então os bebês vão construindo suas descobertas juntando os fatores internos e a interação com as pessoas de seu ciclo de convivência.
Piaget a aquisição da linguagem encontra-se, portanto, atrelada à constituição da capacidade humana de representar, isto é, de diferenciar significantes e significados, e por isso, ao exercício da função simbólica. Isso não significa que a linguagem, uma vez adquirida, possa contribuir, decididamente, em troca, para a evolução da função simbólica em seu conjunto e particularmente para a evolução do pensamento. 
Piaget acreditava que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que esta se encontra. Vygotsky se opõem a esta opinião, de que a construção do conhecimento proceda do individual para o social, ele considera que quanto maior o desenvolvimento maior será a aprendizagem do sujeito. Um bebe que não é estimulado, levará mais tempo para desenvolver a linguagem oral que um bebe que tem mais estímulos.
Para Vygotsky a questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio, através da interação social com materiais fornecidos pela cultura surgindo os processos mentais. Ou seja, dependendo do ambiente em que criança vive, quando esse ambiente varia seu desenvolvimento também sofrerá alterações.
Em sala de aula, trabalhamos embasados nos dois teóricos. Por um lado, sabendo que as crianças irão passar pelas fases do desenvolvimento, evoluindo o pensamento. E por outo lado, estimulando nossos alunos para desenvolverem cada vez mais a linguagem oral, através de atividades que sejam prazerosos e didáticas ao mesmo tempo.

Referências
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo,  PENSAMENTO E LINGUAGEM: PERCURSO PIAGETIANO DE INVESTIGAÇÃO - http://www.scielo.br/pdf/pe/v11n1/v11n1a14.pdf

Texto aquisição da linguagem – Publicado em 22 Júlio de 2010 por Samanta Demétrio da Silva